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T-M Entrevista: Entrevista com atleta Ed Corney - COMPLETA

Entrevista Exclusiva com Ed Corney o parceiro de Arnold.

Ed Corney foi sem dúvida, um dos grandes nomes do fisiculturismo nos anos 60/70. Dono de um arsenal ímpar em seu Guest Pose, Ed foi um dos maiores posadores da época de ouro. Ficou conhecido através do documentário Pumpin Iron por treinar ao lado de Arnold. E claramente, Ed significa muito mais do que isso para o bodybuilding.

Então vamos lá é sempre bom saber mais sobre o parceiro de arnold saber alguns segredos que ninguém chegou a revelar e sim o grande Ed Croney...

P] Olá, Ed. Você tem estado envolvido em competições de fisiculturismo desde 1967, ano em que competiu em seu primeiro show. O que o fisiculturismo tem de especial para te manter no jogo por tanto tempo?

Meu primeiro concurso em 1967, sinceramente, foi um acaso. Meu bom amigo Bob Perata organizou um show para os membros de sua academia, que era onde eu e todos os meus amigos treinávamos. Foi preciso que me convencessem, mas finalmente cedi e entrei no palco de sunga, e levei pra casa aquele troféu do primeiro lugar.
Não posso dizer que eu alguma vez eu chegasse a considerar participar em competições de fisiculturismo se não fosse a insistência de Bob para eu participasse daquele primeiro concurso. Por que eu não parei depois de ter ganhado aquele primeiro Mr. Fremont? Bem, eu descobri que o esporte era uma combinação perfeita de desafio físico, espiritual e mental.
Eu acho que você poderia dizer que eu me apaixonei por aquilo. Lembre-se que eu não participei do primeiro show até estar com quase 34 anos de idade. Imediatamente após a minha vitória, e na verdade durante grande parte do resto da minha carreira, ouvi coisas como: “Ed, você é velho demais para estar no palco”, “Seu tempo já passou”, “É tarde demais para você e você nunca vai conseguir alguma coisa neste esporte”.
Embora eu não possa dizer que tenha sido o tipo de conversa que me motivou a buscar a excelência, com certeza ajudou a impulsionar a minha própria jornada interior para ser o campeão que me tornei.
[P] Você começou com a musculação relativamente tarde, aos 33 anos. No que você estava envolvido – nos esportes e na carreira profissional – antes de sua carreira de fisiculturista? Você era um atleta quando jovem?

Quando era menino, no Havaí, eu tinha facilidade em jogar vôlei, praticar bodysurfing e surfe de prancha, e canoagem polinésia [ uma espécie de canoagem com remos e em grupo, mas a canoa tem uma constituição diferenciada; veja essa matéria emhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Canoa_polin%C3%A9sia ; canoagem polinésia é o nome que dado aqui no Brasil.]
nunca participei muito dos outros esportes em grupos. Aos quatorze anos fui apresentado ao Judô.
Um amigo sugeriu que eu fosse visitar o Dojo onde ele estudava. Eu imediatamente comecei a gostar e dentro de quatro anos ganhei minha faixa preta. A disciplina e foco que eu precisava para ter sucesso nas artes marciais vieram a se tornar muito útil bem mais tarde na minha carreira de fisiculturista.

Minha vida profissional antes de me tornar um fisiculturista profissional consistia principalmente de postos de trabalho que eram relacionados com as habilidades que eu tinha adquirido durante a minha passagem na Guarda Costeira dos EUA. Eu trabalhava como mecânico de rádios para a aviação no aeroporto de Oakland no final dos anos 1950 quando comecei a treinar com pesos em uma academia local.
[P] Como você começou a treinar fisiculturismo?



Durante esse período em que eu estava trabalhando no aeroporto no final dos anos 50, o amor de infância pelo vôlei reacendeu em mim e me juntei a uma equipe local composta inteiramente de outros havaianos egressos como eu.
Um dia fatídico meus companheiros e eu desafiamos uma equipe formada completamente por fisiculturistas. Nós pensamos: “Claro, eles são grandes, mas aposto que são desajeitados e lentos. Nós vamos chutar seus traseiros sem suar a camisa.” Como estávamos enganados. Um dos jogadores do time de fisiculturistas era um jovem Millard Williamson.
Depois do jogo eu me apresentei a ele. “Eu nunca vi músculos como os seus,” eu disse. “Você os conseguiu com treinamento com pesos?” “Isso mesmo”, respondeu Williamson. “Os pesos são a maneira mais rápida e mais completa de desenvolvimento de músculos que já foi inventada.”
Eu sempre havia pensado que os pesos nos deixariam mais lentos, mas aqui estava eu de pé ao lado de um dos mais musculosos e talentosos jogadores de voleibol que eu já havia visto. Ele me disse: “Pesos não vão deixá-lo lento. Na verdade, treinamento com peso e nutrição adequados vão te deixar mais rápido e com melhor coordenação”.
Nas semanas que se seguiram eu fiquei pensando sobre o quanto eu gostaria de ter um físico como o de Williamson. Com este objetivo em mente, entrei para uma academia local.
Eu me atrapalhei um pouco antes de realmente aprender qualquer método apropriado de treinamento, mas mesmo assim, imediatamente comecei a ver o meu grande potencial genético começar a se manifestar.
[P] E o seu potencial tornou-se evidente à medida que conquistava seu caminho até os níveis mais altos. Quais são algumas de suas melhores lembranças dos anos 70, uma época em que onde você deixou a sua marca como um dos melhores nesse esporte?
Houve muitos momentos grandiosos pra mim durante esse período na minha carreira. Claro, houve a vitória no IFBB dos Estados Unidos, a vitória no Mr. America da IFBB, e a experiência inacreditável que eu tive com o meu amigo Mike Katz em Bagdá, onde, é claro, eu ganhei o título de Mr. Universo.
Teve também o making of do filme “Pumping Iron”, minha exposição no Museu Whitney, em Nova York, as amizades fantásticas e parcerias de treinamento que formei com o Arnold e com o Danny Padilla, só para citar alguns.
Claro que eu não posso esquecer o apoio do público e entusiasmo que me foi dado no Olympia de 1977, durante minha rotina de poses. Basta dizer que a muitas vezes criticada década de 1970 foi muito boa para mim.

[P] Fale um pouco mais sobre seu envolvimento com Arnold e a turma na Academia Gold? Como era a atmosfera naquela época?
Eu estava vivendo no norte da Califórnia depois de ter ganhado os títulos da IFBB nos Estados Unidos e Mr. America e o de Mr. Universo. Recebi um telefonema de Arnold me convidando para descer até Santa Mônica para morar e treinar com ele. Parti no dia seguinte.
Como treinávamos juntos nesse período, éramos filmados com frequência para Pumping Iron. Na verdade, foi idéia de Arnold que eu competisse no meu primeiro Mr.Olympia (o show na África do Sul em 1975 mostrado no filme).
Quanto à Academia Gold Gym, eu ainda me lembro como se fosse ontem. Certas coisas se destacam em minha mente: treinamentos de máxima intensidade, bem como o foco total e determinação. Eu ainda consigo ouvir os sons dos pesos sendo chacoalhados e depois guardados de volta na prateleira misturado com o barulho do esforço humano, juntamente com o cheiro de suor.
Todos os grandes treinavam lá naquela época – Ken Waller, Zane, Katz, Grant, Columbu, Birdsong, Robby, Danny, Callard e muitos outros. Realmente foi um momento tão perfeito no esporte, [desses que só] acontecem uma vez na vida.
[P] Na capa e ao longo desse livro e no filme do mesmo título, suas habilidades como um “poser” [nota do tradutor: a palavra vem do verbo "to pose", que também significa “posar (como para sessões de fotos, por exemplo)”.] foram exibidos. Claro, a maioria dos fãs de fisiculturismo conhece você como provavelmente o maior “poser” do fisiculturismo. Exatamente como você se tornou tão bom em se apresentar no palco?
Enquanto servia na Guarda Costeira dos EUA, a dança começou a me chamar a atenção. Eu estava situado [literalmente:] perto de São Francisco em 1956 e comecei a freqüentar os clubes de jazz e aprender a amar os sons de Tito Puente, Jayder Cal, Mango Santa Maria e outros heróis do ritmo latino.
Não demorou muito para que eu descobrisse que tinha um talento natural para a dança latina. Comecei a mostrar minhas habilidades fazendo performances na frente de pequenas platéias.
Eu sempre frequentava os [clubes] em São Francisco com um grupo de amigos, todos nós servindo na Guarda Costeira juntos. Logo nos tornamos conhecidos por um apelido bastante normal, “os quatro rapazes”.
Em uma determinada noite a banda tocava um mambo, rumba ou cha-cha e nós quatro pulávamos no palco e mostrávamos nossos palcos para a multidão que nos apreciava. Ao olhar para trás hoje, essa foi minha primeira experiência em me comunicar com um público mais do que entusiasmado através do movimento corporal.
A essa altura o meu irmão mais velho Joe morava do lado oposto da Baía em relação a onde eu morava, na cidade de Alameda. Ele era um instrutor de dança de salão na Escola Arthur Murray. Eu pedi a ele que me ensinasse, não dança de salão que ele ensinava profissionalmente, mas sim os movimentos complexos do swing. Descobri que eu tinha um talento natural para dançar swing também.
Agora, eu poderia “sacudir meu corpo” tanto nos clubes latinos e nos de swing por toda a Baía – Bay Area.
Entrei um bom número de concursos de dança durante esse tempo. Essas foram as primeiras competições em que meus movimentos foram julgados. Eu só não tinha que tirar a minha roupa pra competir. Isso viria dez anos depois.



[P] Descreva o programa de treinamento que você usou na década de 70? Como você treinava naquela época?
Fazíamos um double split (treino duas vezes ao dia)http://www.bodybuilding.com/fun/core_march_4.htm. Nós sempre usávamos cargas pesadas por cerca de 8-10 repetições e trabalhávamos cada parte do corpo duas vezes por semana. Nós não fazíamos cardio algum naquela época. Eu trabalhava os abdominais antes de cada treino todos os dias. Isso significa trabalho abdominal duas vezes por dia por causa da rotina do double split.
[P] O que te inspirou a construir e exibir seu físico com sucesso?
Um motivador enorme para mim era a oportunidade de auto-expressão e comunicação com a platéia que o esporte me proporcionava. É por isso que eu coloquei uma ênfase tão grande na minha pose.
Nem os juízes nem o público assistem seu treino, sua dieta ou a preparação para o concurso.
O momento da conexão, o verdadeiro momento da “verdade”, ocorre quando você sobe ao palco. “Aquele era o meu momento para mostrar a minha realização física e para me expressar com o coração, não muito diferente do que um músico ou dançarino faria em um concerto ou recital”.
[P] Embora a auto-expressão e a comunicação com uma platéia tenham te motivado a competir, qual foi  que foi o seu maior momento no fisiculturismo e por que?
A vitória no concurso “Master Olympia 60+ foi um momento muito gratificante para mim. A chance de voltar ao palco e fazer o que eu faço melhor na frente de uma multidão tão graciosa e apreciativa foi inesquecível.
[P] A história nos mostraria que você ganhou esse evento duas vezes (em 94 e 95). O que levou você a competir novamente?
Tanto Wayne DeMilia como Joe Weider entraram em contato comigo sobre a criação de um evento Olympia Masters. Eles haviam visto algumas fotografias com poses minhas com a idade de 60 e ficaram impressionados com a condição que eu fui capaz de atingir com essa idade. Aceitei o convite sem hesitar.

[P] Aos sessenta e poucos sua aparência era fantástica. Como você conseguiu esse tipo de tamanho e condicionamento em uma idade onde muitos se esforçam para até mesmo caminhar até o palco?
Eu estava treinando e comendo da mesma maneira como sempre tive. A única diferença foi que um cara chamado Padilla tinha me convenceu, em meados de1980, asubir numa esteira de vez em quando.
[P] Você diz que treinou da mesma maneira para o Masters Olympia que você treinava quando estava no auge. Não chegou a fazer nenhum ajuste para se adaptar ao processo de envelhecimento?
Em geral eu treino do mesmo jeito agora como treinava quando tinha 33 anos de idade. As únicas alterações que fiz são as adições, como mencionei antes, de cardio em minha rotina e a eliminação de certos tipos de movimentos [que envolvem o ato, como em "leg pressing", por exemplo,] de pressionar que são difíceis de fazer atualmente por causa da minha substituição do ombro.
Eu agora emprego um monte de movimentos que envolvem [o ato de ] puxar em situações em que antes eu poderia ter usado um movimento de  pressionar. Eu também tenho a tendência a trabalhar com halteres em situações em que, no passado, eu teria usado uma barra.
[P] Com base em seus muitos anos de envolvimento, o que você aprendeu sobre fisiculturismo? Na sua opinião, existem métodos de treinamento e práticas de dietas que funcionam melhor do que outros?
Uau, eu provavelmente poderia escrever um livro sobre isso. Na verdade, eu estou [escrevendo]. Mas, para simplifica as coisas, eu resumiria tudo dizendo que o treino mais efetivo para mim sempre foi o focado, pesado e intenso. Eu não tomo partido no debate entre alta intensidade ou volume. Eu apenas treino de forma dura e pesada.
“A rotina de dietas que eu descobri ser mais útil para mim é concentrar a ingestão de carboidratos na primeira parte do dia e concentrar na ingestão de proteínas na parte final do dia.”
“P] Como você compararia o cenário da musculação na década de 70 com o de hoje? Como, em sua opinião, o esporte mudou?
Os físicos simplesmente ficaram mais incríveis. A barra continua a ser elevada.
O esporte é muito menos de minoria e mais mainstream agora.
Há uma centena de empresas de suplementos agora para cada uma que existia antes.
Mas, realmente, no fim das contas, ainda são necessários exatamente os mesmos elementos para se criar um campeão agora como era há 30 anos atrás:
- Uma grande genética, concentração absoluta [literalmente, "foco tão concentrado como um raio laser"],
Intensidade no treinamento, disciplina na dieta e prática na apresentação.
O mito de que as drogas podem criar um vencedor é apenas isso, um mito.
[P] Qual é o seu envolvimento no fisiculturismo hoje? Você ainda treina?
Estou muito envolvido com o esporte. Eu faço um monte de aparições públicas.
Eu tenho feito um pouco de personal training e malhação, bem como treino de preparação para concurso,
Pose e consulta nutricional por correspondência com muitos atletas de hoje.
Meu site tem sido um enorme sucesso e eu estou gostando de todo o contato que ele traz com velhos amigos,
Familiares e fãs de todo o mundo. Eu também acabo de lançar meu primeiro DVD sobre poses e a resposta tem sido extremamente gratificante.
No que diz respeito à minha formação, estou na academia sete dias por semana assustando o pessoal de lá e os outros freqüentadores com.
As minhas cargas [pesos] e a intensidade do treino. Eu acho que alguns deles provavelmente já têm o telefone da emergência pronto para discar, em seus celulares.
[P] Suas fotos recentes sugerem que este treinamento está funcionando bem para você. Quais foram as influências na sua vida e por quê?
Bem, é claro, em primeiro lugar há Bob Perata, o homem que primeiro me empurrou para o palco de sunga, em 1967, em seu torneio Mr. Fremont.
Também devo muito a todos da minha família. Meus filhos e meus netos têm sido uma fonte constante de força, amor e apoio durante uma carreira que,
muitas vezes, foi muito agitada.
Eu também tenho que mencionar o meu paciente parceiro de treino, James Mendoza. Ele não só tem sido um grande aliado na academia,
Mas também o melhor amigo que um cara poderia ter durante os altos e baixos.
Ah sim, eu esqueci do… Qual é o nome dele? Aquele cara que é o governador agora?
Sem ele e aquele baixinho de Rochester chamado Padilla, muito do que eu consegui no esporte nunca teria sido possível.
[P] Obrigado pela entrevista, Ed. Você é realmente uma das lendas do fisiculturismo. Como você descreveria sua vida na musculação?

Ele veio ele posou ele conquistou.
[P] Que legado você gostaria de deixar para o mundo do fisiculturismo?
Eu só quero que na minha lápide esteja escrito: “Eu te disse que não estava me sentindo bem.”

Matéria Editada Por: Treino Monster
Tradução: Luis Maldonalle
Fonte:
Bodybuilding.com

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