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Matéria Especial (29): Bodybuilding - Uncensured

O forte, o fiel e o frango... Nunca serão!


Inicialmente vamos separar o joio do trigo. Há uma grande diferença entre bodybuilders competidores ou que vivem o verdadeiro Bodybuilding Lifestyle e simples praticantes de musculação. A partir desse posicionamento eu colocaria que existe nesse universo o atleta; o bodybuilder e o pateta. Todos os três fazem parte do universo da cultura física, entretanto não pertencem à dimensão dos bodybuilders profissionais. O atleta estuda, põe em prática o que estuda, se dedica, assume riscos, mira na imagem dos seus ídolos e aposta obstinadamente suas fichas no palco – a estrada é muito longa. O bodybuilder somente não compete porque a praia dele é com ele mesmo. O estilo bodybuilder é como uma religião, onde o mero exercício de sua filosofia se basta. Nesses casos as mudanças aparecem a cada ano de ofício e todos, sem exceção, têm um enorme comprometimento com suas rotinas de treino e plano nutricional, enfrentando os naturais reveses da vida. E sempre ecoa a pergunta que nunca se cala: Onde está o caminho do que vemos nas revistas e na Internet? Nunca serão!! A resposta que vem nos ventos do pessimismo. Mas se tem soldado que passou no curso do BOPE, tem Brasileiro campeão de MMA, por que não pode ter Mr. Olympia? Então saímos cantarolando como Silvio Santos: “O Eduardo Correa, é coisa nossa! A Alessandra Pinheiro, é coisa nossa... 

Há ainda aquela figurinha patética com uma leve aparência intumescida que simplesmente desaparece dependendo da roupa que estiver usando. De camisetas tipo “mamãe sô forte” para exibem seus bíceps destoando de seus trapézios e pernas finas, sem falar naquela pochete (retenção abaixo do umbigo) que não sai nunca. Ele toma umas e outras e quando mal consegue supinar 80 kgs por 6 reps com bola (assistência de um colega) já se levanta do banco do supino - como se tivesse acabado de nocautear o Brok Lesnar - olhando pros lados só pra conferir quantos estavam olhando. As meninas também apresentam a sua versão de “Miss Bikini wannabe” quando se entopem de Anavar e botam caneleiras dos calcanhares até o glúteo, fazendo quatro apoios e depois se olham bem no espelho, fingem não olhar pra ninguém, mas não perdem o foco da mira. Se ainda tem alguém com dificuldades para identificar o estereótipo do que chamamos de frango, aí está um exemplo. Sim, o conceito também se aplica ao universo de “las chicas”, mas com um diferencial no aplicativo, é claro. Tem muita mulher tirando uma de Larissa Reis e apesar de devidamente paramentadas (as meias brancas são o seu crachá), fazerem agachamento e terem uma bunda enorme se fizerem o teste da praia veremos que além de simetricamente equivocada e com pele estilo casca de laranja, ela passa longe dadieta.

          

O protocolo fantasma fica somente na missão impossível

Para a maioria dos bodybuilders sérios, totalmente empenhados em trazerem para si resultados que realmente se traduzam em uma metamorfose estética - incluindo grande parte dos atletas amadores que ainda disputam competições locais - a diferença do seu condicionamento físico comparado aos atletas que competem no Olympia é tão gritante que nos parece que ambos exercem práticas diferentes.

Este contraste entre o praticante amador e o profissional é tão grande que muitos se perguntam: "Qual é o segredo?" Da perspectiva de quem já treina há alguns anos, experimenta tudo o que lê nas revistas, conversa com personal trainers e treina em meio à elite local e só conseguiu, até agora, uma quantidade moderada de tamanho muscular, não pode entender como alguém poderia construir tamanha quantidade de massa muscular sem utilizar uma quantidade de drogas, dita como mortal, ou alguma combinação de drogas de uso exclusivo de profissionais. A impressão que dá é que o pro-card funciona como um crachá para validar a entrada de um clube privé. Uma confraria secreta onde estão guardados os ensinamentos para se tornar monstro. A promessa da existência de um elo perdido entre eles e os físicos que idolatramos mantém o fogo aceso, fornecendo uma "esperança" de que eles também possam um dia atingir um nível semelhante de desenvolvimento. Então se eu contar aqui e agora o que os profissionais fazem, vocês, graças ao segredo revelado, subirão no palco em Las Vegas, nas próximas temporadas, juntamente com Jay, Kai e Phil, certo? ERRADO.

A Navalha de Ockhan

Estamos diante do princípio lógico chamado “A NAVALHA DE OCKHAM”, onde "Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenômeno, a mais simples é a melhor". Então podemos concluir que o único segredo é que não há segredos. Ou o mais provável é que você ainda não tenha estudado ou treinado o suficiente para trilhar os caminhos exigidos pelo bodybuilding correto. Todo o conhecimento utilizado pelos profissionais para forjar os físicos de fazer o trânsito parar que vemos nas revistas está disponível para todos nós. Não existem medicamentos especialmente projetados para catapultar atletas amadores para o escalão superior do desporto, nem existem quaisquer combinações de medicamentos secretos conhecidos apenas por alguns poucos escolhidos. Não adianta ir aos workshops do Charles Glass ou achar que o Waldemar Guimarães ainda não disse tudo o que sabe. Ainda mais revelador é que não há regras para dosagens específicas que devem ser seguidas a fim de construir um físico pró-digno. É claro que altas doses certamente fazem parte do cardápio freak, mas o que é considerado "alta dose" para uma pessoa pode ser interpretado como algo completamente diferente para outra. Assim como as opiniões sobre este tema diferem, também há variação significativa em relação às quantidades de dosagem entre profissionais. Freqüentemente, o indivíduo ignorante automaticamente assume que a maioria deve fazer uso de doses maiores de droga, em comparação a seus parceiros menores, mas este não é necessariamente o caso. Muitas vezes, o tamanho do atleta NÃO É UM INDICADOR preciso do consumo total de coisinhas. 

É comum vermos, por exemplo, um bodybuilder profissional pesando cerca de 90 kg e pronto para competição e que normalmente administra mais de três gramas de esteróides anabolizantes por semana, enquanto outro também profissional que só usa cerca de dois gramas por semana e possui 120 kg. As diferentes genéticas desses dois atletas fazem com que os resultados desses protocolos sejam bem distintos. Em outro exemplo temos um profissional que usa doses maciças de esteróides, bem como doses elevadas de GH, insulina e outros medicamentos. Ele faz 500 mg de Anadrol por dia, além de 5 gramas de injetáveis ​​semanais. Em contraste, outro profissional, que possui aproximadamente a mesma quantidade de massa magra, não utiliza a insulina, e apenas uma quantidade moderada de GH, e cerca de 2-3 gramas de esteróides por semana. Esses exemplos foram encontrados entre profissionais que disputam a Pro-League norte-americana.

Trocando em miúdos

Talvez as doses dos esteróides em gramas estejam dificultando a visualização das quantidades praticadas. Mas é fácil de entender quando se vê a seguinte tabela com as doses máximas praticadas, por semana, com esteróides típicos para o período de OFF-SEASON:
Nandrolona – 600 mgs
Boldelona – 600 mgs
Cipionato – 2000 mgs
Durateston – 2000 mgs
Enantato – 2000 mgs
Dbol – 25-50 mgs/dia

A partir dessa perspectiva um atleta que usa 2-3 gramas/semana faria:

Cipionato (2000 mgs = 2 gr)
Boldelona (600 mgs = 0,6 gr)
Dbol (50 mgs /dia = 0,35 gr)

Então esse atleta estaria consumindo 2,935 gr de esteróides/semana. Note que existem alguns atletas que chegam a fazer 5 gr somente de esteróides injetáveis. Entenda que não estou falando de GH, insulina e IGF1 (que não são esteróides) e outras drogas orais. Assustado? Então você acha mesmo que eles chegariam àquele tamanho com um ciclinho de 3 ampolas de Dura com Deca por semana e mais uns comprimidinhos com Whey? Kkkkkkkkkkkkk... Vais morrer frango. É o tal negócio, como já dizia Fernando Pessoa:

“Para ser grande, sê inteiro.
Põe tudo quanto és
No mínimo o que fazes.
Pois a Lua brilha em cada lago
Porque alto brilha”.

Se você quer virar monstro como eles, vai ter que treinar monstro, comer monstro e tomar monstro. Fui claro? Mas não tem truque não. É só isso. O ponto aqui é que o consumo de drogas varia consideravelmente. Enquanto eu já vi que bodybuilders profissionais tendem a permanecer dentro de certa dosagem padrão, há aqueles que nos surpreendem tomando muito menos do que pensamos e há os que barbarizam tomando muito mais do que poderíamos imaginar. Ou seja, não tem regra pré-fixada. Na verdade, apesar dos boatos sobre transfusão total de sangue que é bombardeado com elixir paregórico na câmara de raios gama do Dr. Jekyll ou a secreta novena para São Cipriano tomando chá de Peyote bravo com rebenta pedra do caboclo papacurrasteiro, para total ruína das nossas esperanças de que deve haver um truque ou alguma manha para nos tornarmos um super freak, é a mais pura lenda. O que existe na “verdade verdadeira” é que os protocolos clássicos de esteróides, GH, Insulina e IGF-1, encabeçando a lista de substâncias essenciais seguem, na verdade, uma sintonia muito fina percebida e ajustada somente pelo atleta (e talvez pelo seu preparador) que só é alcançada através da experiência de anos seguidos de prática, erros e acertos, vitórias e fracassos, nada, além disso.

Ponto final

Vários outros fatores, além do consumo total de drogas, desempenham um papel significativo na determinação do tamanho final de um atleta, tais como genética, nutrição e treinamento.
Hoje, mais do que nunca, a importância do componente de formação tem sido muito prejudicada por parte da cultura das drogas, que basicamente – é o mito que rola nas academias - afirma que o alcance de tamanho no nível profissional tem pouco a ver com a nutrição e treinamento, e é quase totalmente atribuível à própria ingestão de drogas. O que mais escuto ou vejo escrito por aí é que é impossível ficar grande e definido sem o auxílio de esteróides. Obviamente, isso está a quilômetros da verdade no momento em que se entende que a nutrição é o único catalisador que permite que os anabolizantes capitalizem sua propriedade de construção muscular. Isto é, se não comemos, não crescemos. Se a ingestão nutricional é inadequada, o crescimento ou diminui ou para totalmente. É o tal negócio: se alguém toma uma meia dúzia de ampolas de sei lá o que (desde que não seja na veia como uns manés andaram fazendo), é claro que o beócio vai crescer. Mas se ele tivesse treinado e comido corretamente teria crescido muito mais. E é aí que há, a meu ver, um ponto de definição entre as quantidades adotadas entre bodybuilders. Sou capaz de apostar que se fizermos um estudo, veremos que os que optaram por doses maiores de ergogênicos são justamente aqueles que precisam compensar algum tipo de necessidade genética ou falha no seu treinamento ou plano nutricional. 

Além da influência direta que a nutrição tem sobre um esteróide em sua capacidade de construir músculos, muitos atletas têm sido levados a acreditar que eles devem usar uma combinação particular de drogas ou de certos medicamentos em quantidades específicas, se eles quiserem se tornar profissionais. Por exemplo, tem sido freqüentemente afirmado que todos os profissionais utilizam entre 15-20 UI de GH, diariamente, e que alguém não poderia se tornar profissional sem isso. Ambas as declarações são falsas e há inúmeros exemplos para confirmar o fato. Uma pena não poder dar nomes aqui, mas na realidade, apenas um pequeno percentual de profissionais seguem esses protocolos milionários. O custo envolvido é considerável e, francamente, a grande maioria dos profissionais não ganham nada – o profissional tem as mesmas dificuldades que o amador, isto é, ele compete com recursos próprios até que consiga um patrocinador (Muscle Tech da vida). Mas é necessário entender também que seus custos são maiores. Apenas atender as necessidades básicas do estilo de vida profissional pode causar um déficit substancial para o seu orçamento mensal. Só para ilustrar o GH da Lilly do Brasil custa em média R$ 85,00 a ampola com apenas 4 UI. Se o consumo chega a 20 UI/dia, o sujeito tem de desembolsar R$ 425,00/dia. Agora vislumbrem que ele ainda coloca mais uns 10 UI de Insulina/dia pra dentro excetuando esteróides, outras drogas e suplementos, cá entre nós, esse cara tem que ter uma granja à sua disposição. As galinhas quando o vêm desmaiam.

É comumente alegado também que a insulina é uma das grandes responsáveis pelo considerável aumento de tamanho recentemente testemunhado entre os bodybuilders de hoje e que os amadores brasileiros estão começando a se mancar com essa excepcional alternativa desde que bem empregada. Sem dúvida, a insulina (especialmente quando combinada com GH) tem deveras contribuído para a construção de freaks e em muitos casos, quem já era grande o suficiente para competir entre os 10 mais do Olympia ficou simplesmente monstruoso como é o caso (não adianta esconder) do Coleman, que na minha humilde opinião ainda não encontrou oponente à sua altura (as políticas da American Media Inc. para gerenciar esse negócio multimilionário geralmente batem de frente com as diretrizes do esporte). No entanto, muitos, erradamente pensam, que só porque a insulina é de fácil acesso que necessariamente todo profissional a usa em quantidades maciças. Isto não é assim. Muito embora o uso de insulina lá fora é amplamente generalizado, suas doses e freqüência de uso são personalizados, sendo que alguns atletas não a usam de jeito nenhum. Vocês se surpreenderiam seu eu dissesse que um atleta recentemente se colocou no top 10 do Mr. Olympia do ano passado, sem nunca ter usado insulina em sua vida? Pois é, mas tem.

Como mencionado acima, a genética irá determinar não só o potencial para o crescimento, mas também o shape que esta musculatura terá. Muitos Bodybuilders pro são extremamente bem dotados em termos de forma e estrutura, permitindo que os seus músculos apareçam ainda maiores do que eles realmente o são. Com treino duro o suficiente, dieta correta e uso de drogas adequadas, até mesmo um homem com uma genética mediana pode construir tamanho suficiente para competir no cenário internacional, mas o resultado final é puramente devido à genética... E isso é o que separa os profissionais dos não-profissionais. Em conclusão, a próxima vez que você ouvir que todos os profissionais fazem isso ou aquilo, você pode tranquilamente descartar a tal conversa e tomá-la como o absurdo. O uso de drogas entre bodybuilders profissionais é tão diverso como o é em qualquer outro esporte, sendo que cada indivíduo seleciona um protocolo específico como a base nas suas necessidades, preferências pessoais, e vontade de assumir riscos.

Somos criadores de ilusão

Uma das coisas que mais causam confusão, frustração e derrota no bodybuilding é o conceito de que para se vencer uma competição você tem que ser ou estar um monstro no palco. O bodybuilding não tem nada a ver com tamanho. Tem a ver com forma, simetria, proporções equilibradas e linhas clássicas. Construindo certas áreas, deixando umas do jeito que estão e reduzindo outras, pode-se transformar a sua aparência fantasticamente. É possível se parecer muito maior do que realmente se é. É uma mera questão cosmética. Essa é uma arte perdida nos dias de hoje onde o foco foi mal interpretado até pela mídia especializada. No mundo das competições as metas são cosméticas, o que é bem irônico porque hoje as pessoas estão totalmente focadas em quanto peso se consegue levantar; quanto se pesa e tamanho a qualquer preço. O negócio é botar o máximo de músculos sem se importar para onde vão. Mas ao contrário, o esporte trata de simetria e proporcionalidade. 

Pitágoras observou as primeiras regras da simetria, na natureza, e ajustou essas regras para serem aplicadas nas construções dos templos gregos. Mais tarde Leonardo Da Vinci as aplicou da mesma forma para determinar as proporções do corpo humano.

Desenvolver uma relação harmoniosa entre as partes do objeto da beleza é a meta. “Tamanho sem feitio é grotesco”, dizia Vince Gironda. Ele era um mestre dessa arte e ajudou muitos clientes a criar a ilusão através do conceito cosmético, desenvolvendo a cabeça lateral do deltóide, construindo o formato em V nas costas, minimizando o crescimento dos glúteos e quadris, diminuindo a linha de cintura, evitando o desenvolvimento exagerado dos oblíquos, trazendo o rectus femoris até a altura do quadril, treinando as coxas para criarem o aspecto de pernas mais longas como é ocaso do Kai Greene.

Existe uma grande diferença entre o bodybuilding e a musculação (levantamento de pesos). Em algum ponto da prática as pessoas têm que decidir se vão ser culturistas ou meros levantadores de peso. Muito poucos conseguem ser os dois. Se você quer ser um bodybuilder (construtor de corpo), então opte pela harmonia e simetria. É isso que um árbitro internacional procura quando pede o confronto entre você e seu adversário no palco. Nessa hora não adianta ser monstro, ao contrário, tem que estar com tudo no lugar. Distensão abdominal por excesso de GH, gineco, aplicação errada de óleo (Esciclene/Synthol/Caverject/ADE), pele com estrias e manchas de abscessos causadas por injeções mal aplicadas, acne, cintura larga (muitas vezes criada pela execução errada de agachamento), entre outras coisas, são pecado mortal e muitas vezes te param nas prévias. O que vale é apresentar tamanho é claro, mas com as proporções da estética grega ou a dos heróis dos quadrinhos. O Arnold e o Coleman não teriam sido tantas vezes Mr. Olympia se não fossem simétricos. Pense como profissional e escolha então a ilusão cosmética. É disso que o esporte se trata.

Matéria Editada Por: Treino Monster
Autor: Antonio Vilhena 

1 comentários:

Anônimo disse...

muito bom o texto ;D parabéns

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